Ensino da Arte na Educação Profissional e Tecnológica: Práticas Pedagógicas no Ensino Médio Integrado

Autores

Cristine Roberta Piasseta Xavier
instituto Federal do Paraná
Carine Rossane Piasseta Xavier
Instituto Federal do Paraná
Hélio da Silva Júnior
Instituto Federal do Paraná
Joyce Luciane Correia Muzi
Instituto Federal do Paraná

Sinopse

 A existência da Arte está relacionada à existência do próprio ser humano. Ela é fundamental no desenvolvimento de civilizações e sempre esteve presente na história da humanidade; porém, mesmo sendo tão presente nas sociedades, é alvo de constantes críticas e polêmicas. A Arte Contemporânea, então, consegue ampliar esse aspecto, sofrendo ataques constantes dos mais conservadores à população em geral, que, na maioria das vezes, tem pouco ou nenhum contato com essa área do conhecimento.

  Dito isso, ressaltamos a importância da Arte na escola, em todos os anos da Educação Básica, pois, como uma expressão fundamental da nossa sociedade, deve ser estudada e compreendida por todas as pessoas, independentemente da carreira que desejem seguir. Todos devemos compreender Arte, porque ela faz parte da nossa vida em sociedade.

  No Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), a Arte está bem presente, pois o instituto possui dois cursos de licenciatura voltados para a área, um de Música e outro de Teatro. Isso permite que as ações envolvendo Arte sejam constantes, principalmente nos campi em que acontecem as licenciaturas. O Campus Avançado São João da Barra (CASJB) não abriga nenhuma das licenciaturas, porém fica relativamente perto dos campi que as oferecem. Por outro lado, é o único campus do IFF em que as aulas de Arte estão presentes em todos os anos do Ensino Médio Integrado ao Técnico.

  O município de São João da Barra está localizado na região litorânea do Norte Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. É lá que o rio Paraíba do Sul deságua no mar, mais especificamente no distrito de Atafona. A partir de 1630, a re- 14 gião passou a ser colonizada por pescadores provenientes de Cabo Frio e, no século XVIII, a vila tornou-se um importante ponto de passagem para o açúcar proveniente de Campos dos Goytacazes em direção a Salvador. Em 17 de junho de 1850, a vila foi elevada à condição de cidade, por decreto do imperador brasileiro, Dom Pedro II. Após um período de decadência durante a maior parte do século XX, a cidade voltou a prosperar, com a descoberta de petróleo na Bacia de Campos no fim daquele século e a atual construção do Complexo Portuário do Açu. No entanto, é no distrito de Atafona que acontece o fenômeno do avanço do mar, que vem tomando espaço na cidade desde os anos 1970. Conforme a água avança, traz consigo a areia, que forma dunas onde antes havia quarteirões inteiros de residências e a avenida Atlântica – que já não existe na parte final da cidade (RANGEL, 2013). 

 A partir das aulas de Arte, todos esses fatos cruciais para os moradores do município, em especial para os alunos do Ensino Médio Integrado ao Técnico em Construção Naval, unem-se e permitem que esses indivíduos construam um olhar diferenciado sobre um fenômeno que os acompanha há gerações.

 

 

Amanda Cristina Figueira Bastos de Melo 

Instituto Federal Fluminense

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Publicado

6 November 2020